Show Rural 2026: conheça 7 tecnologias para reduzir risco climático no campo

O Show Rural Coopavel 2026 ocorre de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). A feira deve destacar soluções para reduzir risco climático no campo. Confira 7 paradas tecnológicas e o que realmente vale aplicar já.

Show Rural 2026 em Cascavel: a feira antecipa tecnologias para reduzir riscos climáticos no campo.
Show Rural 2026 em Cascavel: a feira antecipa tecnologias para reduzir riscos climáticos no campo.

O Show Rural Coopavel abre o calendário das grandes feiras do agro entre 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel. E, desta vez, um tema deve dominar conversas, estandes e demonstrações: como produzir com menos risco em um clima mais “nervoso”, com veranicos, temporais concentrados, vento atrapalhando aplicações e custos cada vez mais apertados.

Isso interessa ao produtor, mas também ao público urbano. Quando a lavoura perde menos e opera melhor, há mais estabilidade de oferta, menos gargalo logístico e menor pressão de preço em itens básicos.

A feira vira, na prática, um “termômetro” do que o agro está fazendo para proteger produtividade e reduzir desperdício, do plantio ao pós-colheita.

Por que o clima virou protagonista

A lógica é simples: não basta ter tecnologia, ela precisa funcionar sob estresse real. Em anos com maior variabilidade, o custo do erro sobe: aplicar no vento errado, entrar na área com solo úmido demais, atrasar colheita por chuva fora de hora ou perder janela por falta de informação pode custar mais do que um insumo caro. É por isso que soluções ligadas a clima, solo e tomada de decisão tendem a ganhar mais atenção do que “novidade bonita” que não resolve o dia a dia.

Inovação genética: biotecnologia ajuda a reduzir perdas causadas por estresse hídrico e pragas.
Inovação genética: biotecnologia ajuda a reduzir perdas causadas por estresse hídrico e pragas.

A própria programação do evento reforça o foco em conhecimento, demonstração e aplicação prática. O site oficial descreve a edição 2026 como a 38ª, com cinco dias e grande número de expositores, e a agenda já lista atividades a partir de 09/02/2026.

7 paradas para observar com olhar de “redução de perdas”

A cobertura mais útil não é “o que lançou”, e sim o que reduz risco na operação. Um roteiro de paradas ajuda o leitor a entender onde está o ganho real, e o que merece ceticismo.

  • Sensores e monitoramento de umidade do solo para evitar irrigar/aplicar “no escuro”
  • Pulverização com foco em vento e deriva, reduzindo desperdício e falhas de controle
  • Manejo de compactação e tráfego para lidar melhor com excesso de chuva e pisoteio de máquina
  • Sementes/biotecnologia voltadas à estabilidade, não só ao teto de produtividade
  • Previsão hiperlocal e alertas de curto prazo para planejar janela de aplicação e colheita
  • Irrigação eficiente (água + energia) para segurar o talhão em semana crítica
  • Armazenagem e pós-colheita para reduzir perdas quando o grão sai fora do “ideal”

O ponto-chave é fazer uma pergunta simples em cada parada: isso me ajuda a decidir melhor em 24–72 horas? Se a resposta for “sim”, há chance de impacto imediato no campo.

O que dá para aplicar amanhã e o que ainda é promessa

Parte do que aparece na feira já pode virar rotina rapidamente: sensor simples, ajuste operacional de pulverização, uso disciplinado de previsão local, melhorias de pós-colheita e práticas de solo.

São ganhos menos visíveis, mas que normalmente entregam retorno mais consistente, porque atacam perdas silenciosas.

Já as soluções mais integradas (plataformas que combinam dados de solo, clima, máquina e planta) têm potencial grande, mas exigem maturidade: conectividade, treinamento, padronização de dados e mudança de cultura.

No Brasil, o desafio é fazer tecnologia caber em realidades muito diferentes, do produtor altamente tecnificado ao médio que precisa de ferramenta robusta e simples. A oportunidade é usar a feira como filtro: separar o que resolve o risco agora do que ainda precisa provar valor na prática.