Noites brilhantes de 2026! Quando e como ver as maiores chuvas de meteoros do ano
De janeiro a dezembro, o calendário astronômico de 2026 reserva algumas das melhores chuvas de meteoros para observação.

Em 2026, o calendário astronômico será marcado por várias chuvas de meteoros que terão seus picos distribuídos ao longo de todo o ano. Algumas dessas chuvas já são eventos clássicos que são esperados todos os anos, como Quadrântidas, Perseidas e Gemínidas. Essas chuvas clássicas apresentam quantidade de meteoros alta e algumas delas terão condições favoráveis de observação. Essa combinação torna 2026 um ano interessante para observações tanto no Hemisfério Norte quanto no Hemisfério Sul.
As chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa regiões do espaço onde estão localizados detritos deixados por cometas ou asteroides. Quando a Terra passa por essas regiões, esses fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade, sofrem aquecimento por causa do atrito com o ar e se vaporizam. Esse processo faz com que os fragmentos brilhem e produzem rastros luminosos que são chamados, popularmente, de estrelas cadentes.
Para observar uma chuva de meteoros é necessário ter vários fatores contribuindo como a densidade do fluxo de partículas, a geometria da órbita terrestre e as condições locais de observação. No entanto, o ano de 2026 terá um destaque porque vários picos coincidem com noites escuras e boa geometria orbital, maximizando o número de meteoros visíveis. Além disso, a diversidade de chuvas ao longo do ano permite estudar melhor cada uma dessas chuvas clássicas e estudar a composição e a dinâmica dos detritos.
Como as chuvas de meteoros surgem?
As chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa regiões do espaço que possui meteoroides, que são partículas que foram deixadas ao longo da órbita terrestre por cometas ou asteroides. Essas partículas podem ter tamanhos variados que vão desde milímetros até poucos centímetros. Quando elas entram em contato com a Terra, elas interagem com a atmosfera criando um atrito que ioniza o gás atmosférico e acaba vaporizando as partículas.
Durante uma chuva de meteoros, os rastros aparentam vir de um ponto fixo no céu que recebe o nome de radiante. O radiante corresponde à direção do da colisão das partículas em relação àquela região da Terra. A taxa de meteoros estimada é calculada através do número máximo esperado sob condições ideais. Chuvas de meteoros que acontecem todos os anos são bastante previsíveis porque a quantidade permanece aproximadamente estável ao longo do tempo.
Chuvas de meteoros em 2026
O ano de 2026 será favorável para a observação de chuvas de meteoros com três chuvas de meteoros tendo destaque sendo elas η-Aquáridas, Perseidas e Geminídeos. As η-Aquáridas atingem seu pico entre 5 e 6 de maio, com uma taxa estimada de cerca de 50 meteoros por hora. Infelizmente, a observação será parcialmente prejudicada por causa da Lua que reduzirá o contraste do céu. Já as Geminídeos, entre 13 e 14 de dezembro, terão uma das maiores taxas do ano, chegando a aproximadamente 150 meteoros por hora.
O grande destaque de 2026, porém, serão as Perseidas, que atingem seu máximo entre 12 e 13 de agosto. Considerada uma das chuvas de meteoros mais populares e intensas, ela poderá alcançar cerca de 100 meteoros por hora. O fator decisivo que torna este evento o mais importante é a ausência total de iluminação lunar por ocorrer na Lua Nova. Isso fará com que o céu esteja significativamente mais escuro e com condições ideais para observação a olho nu.
Outras chuvas
Além das grandes chuvas de meteoros, 2026 também contará com eventos menores mas que ainda assim podem chamar atenção para quem gosta de acompanhar. As Líridas, com pico entre 22 e 23 de abril, apresentam uma taxa média de cerca de 18 meteoros por hora e podem render boas observações. Já as δ-Aquáridas do Sul, entre 30 e 31 de julho, atingem aproximadamente 25 meteoros por hora mas terão sua visibilidade bastante limitada pela proximidade com a Lua Cheia.

No final do ano, outras chuvas menores acontecerão como as Oriónidas, ativas entre 20 e 21 de outubro, associadas ao cometa Halley com cerca de 20 meteoros por hora. As Leônidas acontecerão entre 17 e 18 de novembro com uma taxa mais modesta, em torno de 15 meteoros por hora. Fechando o ano, as Úrsidas, entre 21 e 22 de dezembro, oferecem cerca de 10 meteoros por hora mas também terão a observação bastante prejudicada pela Lua quase cheia.
Formação dos detritos
Quando um cometa se aproxima do Sol, o aumento da temperatura faz com que seus gelos sublimem, liberando gases e partículas como poeira e fragmentos metálicos. Esses fragmentos se espalham pelo espaço mas são concentrados ao longo do caminho orbital do cometa. Alguns dos cometas acabam tendo uma órbita semelhante à órbita terrestre e, mesmo com um período grande, os fragmentos ficam por muito tempo. Por causa disso, todo ano a Terra acaba cruzando uma dessas regiões.
Um dos exemplos mais conhecidos é a chuva de meteoros originada do cometa Halley. O famoso cometa é responsável por dois eventos, a η-Aquáridas, observadas no primeiro semestre e as Oriônidas, visíveis no segundo semestre do ano. O cometa Halley, com período orbital de cerca de 76 anos, vem deixando detritos ao longo de sua trajetória há milhares de anos. As duas chuvas são sempre uma das mais ativas e visíveis entre as chuvas de meteoros tornando o Halley ainda mais importante para os eventos astronômicos mesmo longe.