Impactos que destruíram antigo protoplaneta podem ter deixado um asteroide gigante em seu núcleo
Um mundo primitivo foi bombardeado repetidamente até ser reduzido ao seu núcleo. Agora, os cientistas acreditam que o asteroide Psyche pode ser o remanescente metálico desse planeta destruído.

Nos primeiros milhões de anos do sistema solar, o espaço era um lugar caótico e violento, com planetas ainda em formação, colidindo constantemente uns com os outros num processo que definiria sua estrutura final, resultando, por vezes, na destruição total desses corpos.
Um dos casos mais fascinantes é o do asteroide (16) Psyche, um objeto massivo que pode ser o núcleo exposto de um planeta que nunca chegou a se formar completamente.
Um asteroide que não se encaixa com os outros
Ao contrário da maioria dos asteroides, que são feitos de rocha ou gelo, Psyche se destaca por sua composição: é extremamente rico em metais, principalmente ferro e níquel.
Scientists hypothesize that when the #NASAPsyche spacecraft reaches the Psyche asteroid, they will find that it is rich in metal.
— NASA Marshall (@NASA_Marshall) October 3, 2023
Observations from @NASA's SOFIA suggest that is exactly what the #MissionToPsyche will find.
READ MORE >> https://t.co/v2mne43LRP pic.twitter.com/fgPCXW4JcS
Isso levou os cientistas a proporem uma hipótese surpreendente: Psyche poderia ser o remanescente do interior de um protoplaneta, ou seja, o núcleo que normalmente fica escondido sob camadas de rocha.
O papel fundamental dos impactos
Os novos estudos se concentram na análise das enormes crateras em sua superfície, causadas por impactos. Especialistas afirmam que esses impactos foram tão intensos que removeram as camadas externas do planeta original, expondo seu núcleo metálico.
Durante a formação do sistema solar, há mais de 4,5 bilhões de anos, essas colisões eram comuns, e alguns corpos cresceram e se tornaram planetas. Outros, como o suposto progenitor de Psyche, foram literalmente despedaçados.
Um laboratório natural do interior planetário
Se essa hipótese dos astrônomos for confirmada, Psyche seria um caso único, pois permitiria o estudo direto do interior de um planeta sem a necessidade de perfurá-lo.
El asteroide Psyche 16 es un asteroide gigante ubicado en el cinturón principal entre Marte y Júpiter. Se cree que el valor de los metales en Psyche 16 podría superar los 10,000 cuatrillones de dólares, lo que lo haría más valioso que toda la economía global. pic.twitter.com/LGiD6c35rR
— MΛRC VIDΛL (@marcvidal) June 9, 2025
Isso tem enormes implicações científicas, pois nos ajudaria a compreender:
- Como se formam os núcleos planetários.
- A diferenciação entre camadas (núcleo, manto e crosta).
- A história inicial de planetas como a Terra.
A missão que confirmará tudo
A chave para desvendar esse mistério está na missão Psyche, lançada em outubro de 2023 pela NASA.
Se as previsões da agência se confirmarem, ela chegará a Psyche, no cinturão principal de asteroides, em julho de 2029. O objetivo principal é determinar se 16 Psyche é o núcleo remanescente de um protoplaneta que perdeu suas camadas externas ou um corpo que nunca derreteu completamente.
#Ciencia | Un cohete SpaceX Falcon Heavy despegaba esta tarde llevando una nave espacial de la #NASA para investigar el asteroide Psyche desde el Centro Espacial Kennedy en Cabo Cañaveral, #Florida.
— RTVC (@RTVCes) October 13, 2023
Se trata de la primera nave espacial que explora un asteroide rico en metales, pic.twitter.com/vhdPVKgVPn
Esta sonda viajará até o asteroide para estudar sua composição, campo gravitacional e superfície com detalhes sem precedentes. Os dados que ela enviar permitirão aos cientistas verificar se estamos, de fato, observando o núcleo exposto de um planeta antigo.
Referência da notícia
Exploring the interior structure of (16) Psyche through basin-scale collisions. 13 de março, 2026. Baijal, et al.
Não perca as últimas novidades da Meteored e aproveite todos os nossos conteúdos no Google Discover, totalmente GRÁTIS
+ Siga a Meteored