Temporal no litoral paulista desaloja moradores de Peruíbe e coloca os morros de Santos em alerta máximo

Para evitar a repetição do cenário vivenciado em fevereiro, quando cerca de quinhentos cidadãos precisaram de auxílio, as autoridades locais adotaram a estratégia de remover as famílias residentes em áreas com alto risco de alagamento.

Ruas alagadas em Santos e Peruíbe demonstram a gravidade do clima que afeta a Baixada Santista. Foto: Adobe Stock
Ruas alagadas em Santos e Peruíbe demonstram a gravidade do clima que afeta a Baixada Santista. Foto: Adobe Stock

As chuvas voltaram a castigar o litoral de São Paulo nesta quinta-feira (12), alterando drasticamente a rotina de diversas famílias na Baixada Santista. O município de Peruíbe foi novamente atingido por um grande volume de precipitação, resultando em ruas submersas e no deslocamento forçado da população local. Diante da ameaça de inundações, as equipes do poder público iniciaram protocolos imediatos de segurança para minimizar os impactos do mau tempo.

Em uma ação para evitar tragédias, a prefeitura retirou cidadãos de áreas consideradas de alto risco. Segundo os dados oficiais, ao menos 60 pessoas precisaram abandonar suas residências em caráter de urgência. Todos esses indivíduos foram prontamente encaminhados para um abrigo temporário montado nas dependências da Escola Agrícola. A maior parte do grupo atendido reside no bairro Caraguava, uma das regiões urbanas que mais sofreu com o acúmulo de água nas vias públicas.

Cidade de Peruíbe registrou alagamentos no bairro Caraguava — Foto: Diego Bertozzi/TV Tribuna
Cidade de Peruíbe registrou alagamentos no bairro Caraguava — Foto: Diego Bertozzi/TV Tribuna

No alojamento provisório estruturado pelo poder público, os moradores atingidos recebem alimentação, itens básicos e todo o suporte necessário enquanto aguardam a normalização do tempo. O acolhimento visa garantir a integridade física das famílias, que temem perder seus poucos bens materiais e enfrentar os mesmos transtornos ocorridos anteriormente.

Cicatrizes abertas de um desastre recente

Apenas no mês de fevereiro deste ano, o território registrou a passagem da maior tempestade contabilizada ao longo dos últimos dez anos. O volume de chuva que desabou sobre a região litorânea foi tão extremo que chegou a superar toda a série histórica recente, motivando a administração municipal a decretar situação de emergência.

Durante o evento climático sem precedentes, a força da enxurrada invadiu moradias e comércios de maneira agressiva. Na ocasião, aproximadamente 500 moradores necessitaram de auxílio governamental e abrigo em espaços comunitários. O nível das águas apenas começou a ceder no início de março, permitindo que as instalações emergenciais fossem desmontadas e as famílias retornassem aos seus lares. Porém, a trégua durou muito pouco.

Monitoramento contínuo e impactos na mobilidade urbana

Mesmo com a formação de novos pontos de alagamento, o governo comunicou que a situação permanece sob rígida vigilância. Em Santos, a atenção das autoridades está voltada para as áreas de encosta, já que morros entraram em estado de observação devido à persistência da chuva. O índice pluviométrico medido nas últimas 72 horas alcançou a marca de 95,4 mm, elevando a soma total do mês para expressivos 110,8 mm.

Avenida Nossa Senhora de Fátima em Santos amanheceu alagada. Foto: Reprodução/Prefeitura de Santos
Avenida Nossa Senhora de Fátima em Santos amanheceu alagada. Foto: Reprodução/Prefeitura de Santos

O excesso de chuva provocou complicações sérias e imediatas no trânsito local. A Avenida Nossa Senhora de Fátima, uma rota de grande fluxo e importância estratégica, encontra-se alagada em ambos os sentidos. A água bloqueou grande parte da pista, deixando apenas a faixa da esquerda em condições transitáveis. Para evitar acidentes e organizar o deslocamento, equipes instalaram sinalizações provisórias.

Referências da notícia

Dezenas de famílias são levadas para abrigo após chuvas intensas em Peruíbe, SP. 12 de março, 2026.

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