Raio atinge pista do aeroporto de Guarulhos e abre buraco no asfalto

Durante uma tempestade, um raio atingiu a pista do aeroporto de Guarulhos, abrindo um buraco no asfalto. As operações no aeroporto não foram afetadas.

Raio atinge pista do aeroporto de Guarulhos
Um raio atingiu a pista do aeroporto de Guarulhos, abrindo um buraco no asfalto. Apesar da tempestade, as operações no aeroporto não foram afetadas. (imagens: Aeroporto de Guarulhos/Golf Oscar Romeo)

Uma tempestade que se formou sobre São Paulo nesta segunda-feira (08) assustou moradores e trabalhadores do Aeroporto de Guarulhos. Um raio atingiu uma das pistas do aeroporto, abrindo um grande buraco no chão.

O relâmpago atingiu uma pista com comprimento de três quilômetros que é normalmente utilizada para operações de pouso de aviões. Nenhuma aeronave passava pela pista quando o raio atingiu o solo.

O buraco deixado pelo fenômeno foi profundo e espalhou detritos pela pista, que precisou ser interditada para repavimentação e limpeza. O momento em que o raio atingiu o asfalto foi registrado por uma câmera de monitoramento.

Em nota, o aeroporto de Guarulhos informou que “fortes chuvas caíram na região do aeroporto e um raio atingiu uma das pistas do aeródromo. Imediatamente foi acionada nossa equipe de pavimentação para reparo. O incidente não impactou as atividades e as operações do aeroporto”.

O incidente não impactou as atividades e as operações do aeroporto.

Para-raios estão presentes em locais estratégicos e sensíveis do aeroporto. No entanto, pistas precisam estar livres de qualquer tipo de obstáculo, o que as torna mais vulneráveis a este tipo de fenômeno.

Como saber onde um raio vai cair?

Embora seja muito comum que raios se formem em tempestades, eles também podem ocorrer em erupções vulcânicas, incêndios florestais intensos, tempestades de neve, grandes furacões e até mesmo detonações nucleares de superfície.

É muito difícil prever onde um raio irá cair. Geralmente, o raio atinge o objeto mais alto das proximidades, pois ele representa o menor caminho de conexão entre a nuvem e a superfície. Porém, isto não é uma regra e relâmpagos podem atingir objetos mais baixos também.

Além disso, ao contrário da crença popular, raios atingem o mesmo local várias vezes. Como objetos mais altos têm maior probabilidade de serem atingidos, é comum que sejam atingidos diversas vezes durante o ano, ou até mesmo várias vezes durante um mesmo dia.

Também há outras características que podem tornar um local mais propenso à ocorrência de raios - Desde o teor de sal ou umidade do solo, a presença ou ausência de rocha, água parada, canos ou outros objetos de metal, que aumentam a condutividade do local, até a forma geométrica do terreno ou do objeto.

Ser atingido por um raio é muito improvável, mas muito perigoso. O relâmpago aquece o ar a quase 28.000 °C - Uma temperatura tão alta e com tanta energia envolvida que é suficiente para quebrar as moléculas do ar em átomos individuais. Portanto, impactos por relâmpago podem ser fatais.