StoreWindows10

El Niño e La Niña: efeitos e previsão

Os fenômenos El Niño e La Niña influenciam diretamente do clima do mundo e do Brasil. Este ano o resfriamento das águas do Pacífico será o grande responsável pelas condições climáticas do próximo trimestre.

Tiago Robles Tiago Robles 05 Fev. 2018 - 16:48 UTC
O clima  diretamente influenciado pelos fenõmenos El Niño e La Niña

El Niño e La Niña correspondem a fases opostas de um padrão climático natural em todo o Oceano Pacífico Tropical que se alternam em média entre 3 a 7 anos, sendo chamados de ENSO que é a abreviação de El Niño – Oscilação Sul.

O padrão ENSO no Pacífico Tropical pode se encontrar em três estados: El Niño, Neutro ou La Niña. El Niño e La Niña são caracterizados por um aquecimento ou resfriamento anormal das águas do Pacífico Tropical, mudando os padrões de circulação dos ventos, e afetando os regimes de chuva nas regiões tropicais e latitudes médias.

El Niño de 2015/2016 e La Niña de 1999/2000. Fonte: Climate.org

Como El Niño e La Niña afetam o clima no Brasil?

Durante o verão o El Niño contribui para o aumento da taxa de precipitação no Sul do Brasil e para um período mais seco na porção Norte. Nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, o fenômeno pode provocar diminuição das chuvas, no entanto, o efeito que mais se observa é o aumento da temperatura. O La Niña provoca aumento da precipitação no Norte do país e, nas demais regiões a diminuição da temperatura, apesar de se observar também a ocorrência de um período mais seco no Sul do Brasil. 

No inverno, o El Niño provoca os mesmo efeitos que no verão, porém no Norte não se observam alterações nos padrões climáticos, uma vez que essa estação já representa um período seco naturalmente. Já para o La Niña, como o clima é chuvoso somente no Sul do país, o fenômeno provoca diminuição das taxas de precipitação, o que traz potencial para a ocorrência de períodos bastante secos.

Previsão para os próximos 3 meses

Desde Novembro de 2017 as águas do Pacífico Tropical estavam se esfriando, mas não se haviam observado os efeitos do La Niña no Brasil, uma vez que é necessária uma persistência de em média 2 a 3 meses. No entanto, esse resfriamento continuou e aumentou de intensidade, o que irá influenciar o clima do próximo trimestre. 

A previsão para os próximos meses será de chuvas concentradas no Centro-Norte do Brasil, o que provoca um período mais seco no Cone Sul. O mês de Fevereiro será o mais seco, com previsão de no mínimo 20 dias sem chuva, principalmente para o estado do Rio Grande do Sul, que já vem vivenciando uma condição mais seca. Os meses de Março e Abril serão caracterizados por uma distribuição mais homogênea da chuva e as temperaturas ficarão abaixo do esperado.

Publicidade