Tomate em Goiás enfrenta calor acima de 40°C; veja o que muda na irrigação
O calor acima de 40°C e a umidade inferior a 20% alcançam o tomate industrial de Goiás, exigindo irrigação definida por talhão, fase da lavoura e água disponível no solo até domingo, com acompanhamento agronômico constante.

O calor se intensifica em Goiás desta quinta-feira (13) até domingo (16), com tardes próximas ou acima de 40°C e umidade relativa que pode cair abaixo de 20%. O núcleo quente alcança o sul e o leste goiano, incluindo Cristalina, Silvânia e Morrinhos, importantes áreas de tomate industrial, além de batata e feijão irrigados.
Sem chuva abrangente para interromper o ressecamento, aumenta a retirada de água das plantas e da superfície do solo. Nos tomateiros em frutificação, o déficit pode limitar número e peso dos frutos; nos talhões em maturação ou colheita, o calor intenso amplia a exposição à escaldadura e pode acelerar a concentração de frutos maduros.
Quinta-feira abre quatro dias de calor sobre o cinturão do tomate
Nesta quinta-feira, a faixa de temperatura próxima de 40°C cobre grande parte de Goiás, enquanto a umidade prevista entre 20% e 30% abrange o centro, o sul e o leste estadual. Cristalina, Luziânia e Silvânia entram simultaneamente na área quente e seca, condição que eleva a evapotranspiração e reduz o tempo de permanência da água nas camadas superficiais.

Goiás deve produzir aproximadamente 1,64 milhão de toneladas de tomate em 2026, cerca de 35% das 4,72 milhões de toneladas estimadas no país. O transplantio autorizado ocorreu entre 1º de fevereiro e 30 de junho, dentro de um ciclo de 120 a 150 dias. Assim, a previsão alcança talhões em frutificação, maturação e colheita, não uma fase única em todo o estado.
Sexta-feira combina pico térmico e umidade abaixo de 20%
Na sexta-feira (14), o calor permanece próximo ou acima de 40°C no centro e no norte de Goiás, e pontos do oeste estadual podem registrar umidade inferior a 20%. Em Cristalina, Morrinhos e Itaberaí, mesmo onde a máxima ficar um pouco menor, a ausência de chuva mantém elevada a demanda atmosférica por água durante a tarde.

O tomate apresenta melhor frutificação com temperatura diurna entre 19°C e 24°C, enquanto valores acima de 35°C podem prejudicar a fertilização. Na maturação, temperaturas superiores a 30°C interferem na formação de licopeno e na cor vermelha. Frutos descobertos por perda de folhas ficam mais vulneráveis à escaldadura, mas o dano depende da duração do calor e da cobertura de cada planta.
Calor persiste até domingo e exige decisão por talhão
Entre sábado (15) e domingo (16), não há sinal de alívio abrangente: as máximas continuam perto de 40°C e a umidade permanece crítica no interior de Goiás. Como a frutificação possui coeficiente de cultura de 0,85 e raízes efetivas próximas de 40 centímetros, a lâmina deve considerar evapotranspiração, textura, profundidade molhada e eficiência do equipamento.

O manejo precisa separar fase e localização, sem transformar a previsão em uma recomendação universal:
- Cristalina: medir água na zona radicular e conferir uniformidade do pivô antes da tarde mais quente;
- Morrinhos: manter reposição adequada na frutificação, quando falta de água reduz peso e número de frutos;
- Silvânia: evitar excesso na maturação, pois água além da demanda pode diminuir sólidos solúveis;
- Luziânia: inspecionar cobertura foliar e frutos expostos durante tardes com umidade inferior a 20%.
Aplicações foliares devem respeitar temperatura, vento e especificações do produto, evitando os horários mais quentes.