Chuva no Paraná pode reduzir janela de corte da aveia para silagem

Nova rodada de chuva ameaça reduzir a janela de corte da aveia para silagem pré-secada no Paraná, com instabilidade prevista entre quinta e sexta-feira e rajadas que podem alcançar 75 km/h no oeste e sudoeste do estado.

Chuva retorna ao Paraná; corte da aveia para pré-secado pode ser interrompido
Chuva retorna ao Paraná; corte da aveia para pré-secado pode ser interrompido

A aveia avança para a maturação em áreas do Paraná justamente quando uma nova rodada de instabilidade ameaça encurtar as horas disponíveis para o corte e a produção de silagem pré-secada. A mudança começa pelo oeste e sudoeste na quinta-feira (20) e pode manter operações condicionadas pelo tempo até sexta-feira (21).

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O alerta é operacional, não uma previsão de perda. O relatório do Departamento de Economia Rural (DERAL) referente a 4 a 10 de agosto registrou desenvolvimento satisfatório da aveia branca e preta, mas também interrupções no manejo e no corte para pré-secado durante a instabilidade anterior. Agora, Cascavel, Pato Branco e Guarapuava voltam a exigir acompanhamento por talhão.

Chuva retorna ao oeste e sudoeste na quinta-feira

A quarta-feira (19) ainda deve permanecer sem chuva em Cascavel, Toledo e Pato Branco, oferecendo a melhor janela para o corte da aveia. Na quinta-feira (20), a probabilidade de precipitação sobe para 90% nas três cidades, com previsão de 3,9 mm em Cascavel, 3,6 mm em Toledo e 4,8 mm em Pato Branco. Embora os volumes sejam baixos, a chuva pode molhar o material cortado e interromper o emurchecimento no campo.

Previsão da probabilidade de chuva para a tarde de quinta-feira (20).
Previsão da probabilidade de chuva para a tarde de quinta-feira (20).

A redução das temperaturas também dificulta a secagem. Em Cascavel, a máxima cai de 26°C na quarta-feira para 21°C na quinta e 17°C na sexta-feira. Em Pato Branco, passa de 27°C para 23°C e depois para 17°C. Na sexta-feira (21), o tempo volta a ficar seco em Cascavel e Toledo, enquanto Pato Branco ainda pode registrar 0,3 mm. Por isso, o corte na quarta-feira deve considerar o tempo necessário para emurchecer e recolher a aveia antes da chuva.

Retomada do corte será desigual na sexta-feira

Depois da chuva de quinta-feira, a sexta-feira (21) apresenta uma abertura mais favorável em Cascavel e Toledo, onde não há novo acumulado previsto. Em Pato Branco, entretanto, permanece 40% de probabilidade de chuva, embora o volume indicado seja de apenas 0,3 mm. A retomada, portanto, não ocorrerá nas mesmas condições em todo o oeste e sudoeste paranaense.

Previsão de temperatura do ar (°C) para o sexta feira (21).
Previsão de temperatura do ar (°C) para o sexta feira (21).

As máximas devem ficar próximas de 17°C nas três cidades, contra 26°C a 27°C na quarta-feira. O tempo mais frio pode prolongar a secagem da aveia que tiver recebido chuva ou permanecido cortada no campo. Antes de retomar o enfardamento ou a ensilagem, será necessário verificar separadamente as condições da forragem e o acesso das máquinas em cada talhão.

Planejamento por talhão reduz exposição até sexta-feira

Entre quarta-feira (19) e sexta-feira (21), o cronograma deve ser revisto com base na previsão local, na umidade da forragem e na capacidade de recolher o material antes da chuva. Três decisões práticas ganham prioridade:

  • Quarta-feira (19), em Cascavel: aproveitar o período seco apenas quando houver tempo suficiente para cortar, emurchecer e recolher o material.
  • Quinta-feira (20), em Pato Branco: evitar novo corte com chuva iminente e proteger fardos ou material já reunido.
  • Sexta-feira (21), em Guarapuava: conferir suporte do solo e umidade da aveia antes de retomar máquinas pesadas.
Previsão de rajadas de vento para a tarde de quinta-feira (20).
Previsão de rajadas de vento para a tarde de quinta-feira (20).

O vento também entra no planejamento. Rajadas de 50 a 75 km/h previstas nas áreas mais instáveis podem dificultar a distribuição uniforme da forragem, elevar a exposição dos operadores e deslocar coberturas.

Depois da passagem da chuva, a retomada deve ocorrer somente com acesso firme, material dentro do teor definido e previsão compatível. O impacto final dependerá do estágio, do sistema de conservação e do tempo efetivamente observado em cada propriedade.