Chuva alcança 128.933 hectares de cevada no Paraná; granizo exige vistorias
Tempestades alcançam o Paraná com 33% da cevada em fases reprodutivas e 128.933 hectares plantados. Chuva prevista para Guarapuava, Ponta Grossa e Irati interrompe operações, prolonga o molhamento vegetal e exige avaliação individual cuidadosa das lavouras.

O Paraná entra neste domingo (9) sob chuva e risco de tempestades quando a cevada ocupa 128.933 hectares e tem produção projetada acima de 550 mil toneladas. Em Guarapuava, Ponta Grossa e Irati, áreas importantes dos cereais de inverno, a instabilidade alcança lavouras de cevada e trigo em diferentes fases do ciclo.
O impacto imediato não é uma perda confirmada, mas o fechamento da janela para pulverizações, adubação e trânsito de máquinas. Granizo pode causar dano físico localizado, enquanto chuva frequente prolonga o molhamento das plantas. A distribuição irregular exige separar a situação de cada talhão, sobretudo onde a drenagem natural é mais lenta.
Cevada tem 33% das lavouras em fases reprodutivas
O levantamento mais recente do Deral, com dados de 3 de agosto, confirma que 100% da área estadual foi semeada. A cevada está 67% em desenvolvimento vegetativo, 23% em floração e 10% em frutificação. Assim, 33% das lavouras atravessam fases reprodutivas. A condição permanece favorável: 94% da área foi classificada como boa e 6% como média.

As diferenças regionais são grandes. Em Guarapuava, os 47.550 hectares estão em desenvolvimento vegetativo; em Irati, os 10.000 hectares também permanecem nessa fase. Ponta Grossa, maior núcleo, reúne 57.520 hectares, dos quais 35% estão em desenvolvimento vegetativo, 45% em floração e 20% em frutificação. Em Toledo, os 430 hectares já chegaram integralmente à floração.
Domingo concentra chuva em Guarapuava, Ponta Grossa e Irati
Neste domingo, a previsão municipal indica 12 mm e probabilidade de 90% em Guarapuava, com temperatura entre 13°C e 22°C. Ponta Grossa pode receber 16 mm, também com 90%, e terá máxima de 22°C. Para Irati, são previstos 12 mm, probabilidade de 90% e variação de 13°C a 22°C. Trovoadas aparecem nas três projeções.

O cruzamento entre estágio e localização muda a prioridade de acompanhamento:
- Ponta Grossa: 57.520 hectares e 65% entre floração e frutificação ampliam a atenção a granizo e molhamento prolongado;
- Guarapuava: 47.550 hectares vegetativos e 12 mm previstos podem interromper aplicações e limitar máquinas;
- Irati: 10.000 hectares vegetativos e 90% de probabilidade de chuva pedem reavaliação da sustentação do solo;
- Toledo: 430 hectares em floração exigem vistoria localizada caso células de tempestade alcancem o Oeste.
O granizo continua sendo possibilidade, não ocorrência generalizada. Onde cair, poderá perfurar folhas, quebrar tecidos e atingir estruturas reprodutivas; onde houver apenas chuva, a consequência mais provável no curto prazo será operacional. Em Ponta Grossa, Guarapuava e Irati, a decisão deve considerar horário da pancada, volume efetivo e intervalo exigido pelo produto aplicado.
Chuva diminui na segunda, mas o solo ainda limita operações
Na segunda-feira (10), a instabilidade perde força, mas não desaparece completamente. Ponta Grossa tem previsão de 3,5 mm, 80% de probabilidade e máxima de 13°C; Guarapuava, 1,4 mm, 60% e máxima de 17°C; Irati, 0,9 mm, 70% e máxima de 15°C. A queda das temperaturas reduz a secagem e pode prolongar o impedimento de máquinas agrícolas.

Antes de retomar pulverização ou adubação, convém verificar precipitação medida, suporte do solo e previsão por hora.
Talhões de Ponta Grossa em floração ou frutificação merecem prioridade de vistoria; áreas vegetativas de Guarapuava e Irati precisam ser avaliadas quanto ao acesso seguro. Se houver granizo, registrar a extensão atingida antes de estimar perdas e consultar assistência agronômica local qualificada.