Temporais com ventos e granizo provocam danos em cidades de SP, MS e DF; veja imagens

Motoristas e pedestres enfrentaram cabos elétricos caídos pelas vias públicas enquanto brigadistas atuavam isolando áreas de risco e imóveis comerciais atingidos pelos fortes vendavais.

Em Samambaia, Sobradinho e Vicente Pires, as árvores derrubaram postes com a força das chuvas. Foto: Neonenergia/Divulgação
Em Samambaia, Sobradinho e Vicente Pires, as árvores derrubaram postes com a força das chuvas. Foto: Neonenergia/Divulgação

A passagem de uma frente fria intensificou as instabilidades e provocou ocorrências severas em diferentes estados brasileiros entre sexta-feira e a manhã de sábado. As precipitações volumosas causaram alagamentos imediatos em centros urbanos, quedas de estruturas e destelhamentos.

Em várias localidades, o avanço rápido das nuvens carregadas alterou drasticamente a rotina da população. Registros meteorológicos apontaram ventanias intensas, precipitação de granizo e danos generalizados sobre as redes elétricas locais.

Alagamentos e transtornos em São Paulo e Mato Grosso do Sul

Na manhã de sábado (5), a cidade de São Paulo registrou vento forte, chuvas e forte escuridão diurna provocada pela densa nebulosidade. Pouco antes, no litoral paulista, municípios como Mongaguá e Itanhaém registraram precipitação de granizo durante a manhã. Além disso, a capital registrou mínima de 15,9 °C na madrugada e rajadas que superaram os 40 km/h.

Chuva com granizo assustou moradores no litoral paulista. Foto: Reprodução/ g1
Chuva com granizo assustou moradores no litoral paulista. Foto: Reprodução/ g1

Simultaneamente, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, bastaram 30 minutos de chuva para que vias começassem a alagar na manhã de sábado. Imagens registraram enxurradas com água barrenta descendo pelas ruas José Peixoto e Antônio Prado, no Jardim Los Angeles. A Avenida Raquel de Queiroz, no bairro Aero Rancho, também sofreu impactos diretos com o acúmulo repentino de água.

Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. Foto: Bruna Melo/ Campo Grande News
Avenida Rachel de Queiroz, no Bairro Aero Rancho. Foto: Bruna Melo/ Campo Grande News

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a previsão para a capital sul-mato-grossense indicava acumulados diários entre 20 e 50 mm, sob alerta oficial de tempestade. Moradores relataram que o escoamento deficiente das vias periféricas tem se repetido há anos, provocando prejuízos materiais recorrentes.

Destruição por vendaval em Três Lagoas e no Distrito Federal

As tempestades também deixaram um rastro significativo de estragos no interior de Mato Grosso do Sul no fim da tarde de sexta-feira (4). Em Três Lagoas, um vendaval severo atingiu a marca de 60,8 km/h e derrubou a fachada do Fórum municipal. O temporal acumulou 11,2 mm de precipitação e atingiu as obras do Shopping Popular, na região da Feira Central e da Lagoa.

A ventania arremessou galhos e árvores contra os fios dos postes, gerando curto-circuito e focos de incêndio em vegetações. O Corpo de Bombeiros atendeu ainda ocorrências em um depósito de gás no bairro Vila Nova devido à fiação energizada. A Defesa Civil orientou moradores a se manterem afastados de cabos elétricos caídos e árvores instáveis.

Horas antes, na mesma sexta-feira, o Distrito Federal e áreas do Entorno enfrentaram forte instabilidade climática associada ao calor recorde de 35 °C. O fenômeno derrubou postes, afetou estruturas e aprisionou ocupantes dentro de um automóvel até o resgate pelos bombeiros, embora sem o registro de feridos. Na ocasião, as previsões meteorológicas não descartavam chuvas intensas e transtornos.

Referência da notícia

Izabela Cavalcanti. (2026). Ruas da periferia começam a alagar com 30 minutos de chuva na Capital.
g1 Santos e Região. (2026). Chuva de granizo atinge cidades do litoral de SP e assusta moradores.
Gustavo Bonotto. (2026). Vendaval derruba fachada do Fórum e rajada chega a 60,8 km/h.