Chuva na Baixada Santista, em SP, passa de 60 mm em 12h e alaga vias
Enquanto municípios como Cubatão e São Vicente enfrentaram ruas tomadas pela água e bloqueios viários, localidades como Mongaguá registraram somente poças superficiais escoadas de forma gradativa.

As fortes precipitações registradas na manhã desta quarta-feira (9) provocaram diversos transtornos e pontos de alagamento na Baixada Santista. De acordo com dados oficiais da Agência de Águas de São Paulo (SP Águas), sete dos oito municípios com os índices pluviométricos mais elevados de todo o estado nas últimas 12 horas pertencem à região litorânea.
O município de Santos liderou o ranking estadual com uma marca de 61,40 mm apurada até as 8h20. Na sequência, outras cidades registraram volumes significativos: Guarujá teve 58,85 mm, São Vicente computou 58 mm, Bertioga atingiu 57,20 mm e Cubatão marcou 55,60 mm. Além dessas localidades, Barra do Una marcou 49,53 mm, Itanhaém registrou 46,80 mm e Praia Grande fechou a lista com 46,44 mm.
Impactos no trânsito e interdições de vias urbanas
O excesso de água complicou diretamente a mobilidade urbana santista, gerando bloqueios expressivos. Imagens mostraram a Avenida Nossa Senhora de Fátima totalmente alagada na interseção com a Rua Ana Santos, condição que inviabilizou a passagem de automóveis de passeio. Diante do bloqueio em ambos os sentidos da via, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos) executou desvios estratégicos.

Os condutores que seguiam em direção a São Vicente foram orientados a transitar pelo Viaduto Paulo Gomes Barbosa, enquanto o fluxo no sentido inverso seguiu pela Rua Bóris Kauffmann. Equipes operacionais permaneceram no local prestando auxílio aos condutores, enquanto novas poças surgiram na Praça Washington, localizada no bairro José Menino.
Em Cubatão, o acúmulo hídrico forçou a interdição total da Avenida Tancredo Neves em direção ao Casqueiro, além de gerar pontos críticos na Vila São José. Já em São Vicente, a prefeitura apontou alagamentos na Rua Marechal Mascarenhas de Moraes, no Viaduto Mário Covas e em trechos das avenidas Augusto Severo, Marechal Deodoro e Capitão Luiz Antônio Pimenta.
Volume acumulado e panorama nos demais municípios
Os índices acumulados nas primeiras semanas demonstram uma intensidade incomum para o período. Dados da Defesa Civil de Santos confirmam que a cidade somou 151,6 mm de chuva somente nos primeiros nove dias de setembro, índice que praticamente iguala toda a média histórica mensal esperada, fixada em cerca de 155 mm.
Apesar do cenário de atenção, parte da faixa litorânea registrou menor impacto estrutural. Em Mongaguá, a prefeitura informou a ausência de sinistros graves e pontuou: “Em razão do grande volume de chuva, houve pontos de empoçamento, que já estão sendo escoados com a trégua nas precipitações”.
No balanço das últimas 24 horas, São Vicente acumulou 48,6 mm e Bertioga computou 59 mm, ambos sem registro de ocorrências graves por parte de suas respectivas defesas civis. Por fim, as administrações de Itanhaém e Peruíbe comunicaram estabilidade, confirmando que os índices locais não provocaram chamados de emergência.
Referência da notícia
Por g1 Santos. (2026). Chuva em Santos: cidade tem maior volume de SP e alagamentos.