Chuva forte em SP provoca paralisação de trens e arrasta moradores em enxurradas nesta quarta, 28; veja imagens
Pelo segundo dia consecutivo, a cidade de São Paulo enfrentou o caos provocado por tempestades intensas que deixaram bairros inteiros em estado de atenção e paralisaram a circulação de trens na Zona Leste.

A tarde desta quarta-feira (28) marcou o segundo dia consecutivo de transtornos na capital paulista, onde a combinação de calor intenso e a entrada da brisa marítima gerou áreas de instabilidade que puniram severamente a infraestrutura urbana. O cenário, que já foi preocupante no dia anterior, se agravou rapidamente, colocando a cidade em estado de atenção, com a Zona Leste suportando a maior carga dos volumes precipitados.

Esse padrão atmosférico, caracterizado por forte intensidade e deslocamento lento das células de tempestade, resultou em situações de risco para a população. Enquanto a Zona Sul entrou em alerta primeiro, pouco depois das 14h, a expansão do sistema levou as Zonas Leste e Sudeste a integrarem o mapa de risco menos de uma hora depois.
Volumes extremos e caos na mobilidade
Os dados monitorados pelas autoridades revelam a magnitude do evento. De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), os acumulados de água foram particularmente agressivos nos bairros periféricos. As estações automáticas registraram índices pluviométricos significativos em Itaim Paulista e São Miguel Paulista, superando a marca de 29 mm em curto período.
Alagamentos na Zona Leste - A chuva que atingiu a cidade de São Paulo na tarde desta quarta-feira (28) deixou áreas da capital em estado de atenção, com maior impacto na Zona Leste, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura.
— g1 (@g1) January 28, 2026
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Contudo, a rede telemétrica do Alto Tietê captou volumes ainda mais alarmantes, evidenciando a saturação do solo e dos cursos d'água. O Córrego Itaim, na Avenida Marechal Tito, recebeu uma carga de quase 70 mm, enquanto o Rio Tietê, na altura do Jardim Romano, registrou mais de 60 mm.
Essa sobrecarga hídrica teve reflexos diretos na mobilidade sobre trilhos. A Linha 12-Safira da CPTM precisou interromper a circulação entre as estações Jardim Romano e Engenheiro Manoel Feio por quase duas horas, obrigando o acionamento do sistema de ônibus de emergência (Paese) para atender passageiros que ficaram sem opções de retorno para casa.
Riscos à vida e o desafio do planejamento urbano
Além dos prejuízos materiais, a força das águas colocou vidas em perigo real. Em um episódio dramático na Zona Sul, em Cidade Ademar, um homem foi arrastado pela correnteza formada na Avenida Garcia de Ávila.

A rápida ação dos moradores locais foi determinante para evitar uma tragédia maior; eles conseguiram resgatar a vítima antes da chegada das equipes de socorro. O homem foi levado para atendimento médico e, felizmente, seu quadro é estável.
O Corpo de Bombeiros contabilizou, até o final da tarde, dezenas de chamados para enchentes em municípios vizinhos e na capital, além de quedas de árvores e desabamentos, reforçando a urgência de medidas preventivas mais eficazes diante de um verão que já contabiliza vítimas fatais na região metropolitana.
Referências da notícia
Chuva deixa áreas da cidade de São Paulo em estado de atenção. 28 de janeiro, 2026.