Começo seco para a estação úmido na América do Sul

Inclusive antes de começar a estação seca de 2016 na América do Sul, uma grande deficiência de chuvas, foi bastante evidente na grande parte do continente.

00_seca_nasa

Algumas partes da Amazônia já estavam muito mais secas comparadas aos anos de 2005 e 2010 (últimos anos com sequia grave). Agora, na medida que se aproxima a estação úmida, uma intensa sequia extende-se através do Amazonas e grande parte do Brasil.

No mapa acima, pode-se ver a deficiência acumulada de chuvas na armazenagem das águas superficiais e subterrâneas a partir de outubro de 2016. Os dados foram recolhidos pelo Global Precipitation Climatology Centre, onde foi analizado os dados de precipitação recolhidos desde os pluviômetros. Nas regiões vermelhas é possível ver o nível de deficiência pluviômetrico comparado com a medida de outubro, enquanto nas áreas azuis obtiveram quantidades de chuvas mais do que o normal.

Algumas áreas estiveram melhor que outras. Por exemplo, na cidade de São Paulo, que está entre as regiões anormalmente secas (no norte) e outras mais úmidas (sul). A cidade recebeu uma quantidade suficiente de chuvas desde 2015 para começar a elevar o nível da água no seu sistema de depósitos principais.

Porém, como também pode-se ver no mapa, as precipitações nas outras partes do Brasil e do Amazônas estavam por debaixo do normal, em outubro. Teremos que ver se as chuvas associadas com a estação úmida possam quebrar a sequía atual.

“No Brasil, a estação de chuvas é no verão austral, ou seja, de dezembro a março”, disse Augusto Getirana, hidrólogo e científico da teleobservação no Centro de Voô espacial Goddard da NASA. “É dificíl saber se neste verão será igual, mas levando em consideração os anos anteriores, penso que seria um sim”.

Getiranada conhece bem os padrões dos últimos anos. Em fevereiro de 2016, publicou um estudo baseado nos sátelites que mostram que o sudentes do Brasil perdeu 6,1 cêntimetro de água por ano de 2012 a 2015. Isso pode parecer estranho, porém o volumem de chuvas em todas as regiões foram 56 bilhões de litros de água.

Imagem da NASA Earth Observatory por Jesse Allen,  com dados de Yang Chen, University de Califórnia Irvine, e Global Precipitation Climatology Centre. Texto de Kathryn Hansen.

Instrumento (s): Modelo

Fonte: NASA Earth Observatory

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *