A mudança florestal em Canadá: bosques, incêndios e colheitas

Como se faz um seguimento da evolução da coberta florestal, quando quase uma décima parte dos bosques do mundo se encontram dentro de suas fronteiras?

É uma grande pergunta em Canadá, onde os bosques são um recurso econômico chave.

Em um estudo publicado na edição de Junho de 2017 de Remote Sensing of Environment, os investigadores utilizaram uma série de dados dos satélites Landsat para quantificar as áreas queimadas ou colhidas em todo Canadá. Encontraram que mais de 10% da área florestal do país foi modificado pela queima ou pelas colheitas entre 1985 e 2010. Os incêndios florestais afetaram 2,5 vezes mais que as colheitas.

“Em Canadá, temos dados muito bons sobre onde são produzidos os incêndios florestais com o o passar do tempo”, dise Joanne White, autora principal do estudo de investigação do Serviço Florestal Canadense. “No entanto, não temos nenhum registro nacional e espacialmente consistente da recolheita florestal”. Sem dados satelitais, as estimações nacionais da área florestal colhidas foram baseadas em dados reportados pelos governos provinciais e territoriais.
Históricamente, esta informação nem sempre foi mapeada.

O mapa anterior representa a alteração florestal em Canadá durante um período de estudo de 25 anos. Os investigadores analizaram os píxeis da áreas florestais em imágens de Landsat para determinar as taxas de pertubação e recuperação ao longo do tempo. As áreas onde os bosques foram queimados pelo fogo, estão representadas em cor laranja; púrpura representa as áreas florestais que obtiveram colheitas.

Os mapas a seguir, mostram como um tipo de alteração pode predominar sobre a outra dentro de uma região. Por exemplo, vistas mais próximas mostram como a explotação madereira é responsável pela maioria das munças florestais na Columbia Britânica. Em Quebec, os incêndios florestais represetam a maioria dos disturbios no norte da provincia, enquanto que a colheita é mais comum no sul.

Em promédio, em todo o Canadá, os incêndios florestais afetaram aproximadamente 1,5 milhões de hectáreas (5,800 milhas quadradas) por ano, em comparação com 0,65 milhões de hectáreas (2,500 milhas quadradas) que foram colhidas cada ano. De acordo com o estudo, as áreas colhidas eram mais rápidas de crescer novamente, que as áreas queimadas. Mais de 75% da áreas florestais registradas em menos de 10 anos. Isto não significa que os bosques voltaram a sua condição anterior, senão que estavam em processo de crescimento.

Devido a grande parte da superficie floretal do Canadá ser remota e escassamente povoada, as medidas de recuperação florestal baseadas no terreno, são de alto custo e difíceis de adquirir. As medições satelitais da recuperação florestal proporcionam um quadro útl para evaluar os índices de recuperação florestal, sob diferentes tipos de alterações em diferentes regiões do país.

“Desta investigação, fomos capazes de captar onde e os tipos de pertubações ocorreram em toda a área arborizada do Canadá”, disse White. “Também ilustramos quantativamente o retorno dos bosques depois da alteração. Se bem, as taxas de recuperação podem variar, dado o tempo práticamente todas as áreas perturbadas estão mostrando uma resposta que indica o retorno da vegetação.

“Além disso, conhecer o tipo de singularidades é fundamental para conhecer o impacto que pode ter o ciclo do carbono”, adicionou. No futuro, estes mapas poderiam ser utilizados para ajudar a determinar a quantidade de dióxido de carbono do aquecimento da Terra produzido pela queima de combustíveis fósseis e outras fontes.

Mapas da NASA Earth Observatory por Jesse Allen, utilizando dados florestales derivados da Landsat, cortesía de Joanne White (Recursos Naturais de Canadá). Historia de Pola Lem.

Instrumento (s):
Landsat 4 – TM
Landsat 5 – TM
Landsat 7 – ETM +

 

NASA Earth Observatory

 

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