Como se formam os Tsunamis?

Os tsunamis são considerados um dos fenômenos mais devastadores do planeta. Diferente da maioria das ondas observadas na superfície do oceano, essas ondas gigantes são formadas geralmente por uma fonte submersa, como abalos sísmicos no fundo oceânico.

Carolina Barnez Carolina Barnez 27 Set. 2018 - 05:18 UTC
O termo tsunami vem do japonês e significa "onda de porto", já que ela só é "sentida" próximo a costa.

O tsunami é um dos fenômenos mais devastadores do planeta. Esta onda gigante possui o mesmo formato de uma onda normal na superfície do oceano, porém, com proporções muito maiores. As ondas não transportam água, mas sim, energia através da água. Dessa forma, a principal diferença entre o tsunami e as ondas comuns está na fonte de energia de geração.

As ondas que geralmente observamos no oceano são geradas pelo vento. O vento transfere energia para a superfície do oceano e as ondas transportam essa energia por longas distâncias. Como essa transferência é restrita apenas às camadas superficiais do mar, o tamanho e velocidade dessas ondas acabam sendo limitadas.

os tsunamis são gerados por uma fonte de energia abaixo da água, que pode vir de erupções de vulcões submersos, deslizamento de terra e, mais comumente, terremotos. Quando um desses fatores ocorrem, uma quantidade de energia muito grande é liberada e transmitida até a superfície deslocando a água e elevando o nível do mar localmente. No entanto, a força de gravidade age trazendo a água deslocada para baixo novamente, fazendo a energia se expandir horizontalmente em forma de onda.

A água do tsunami pode avançar por quilômetros adentro do continente, destruindo e inundando tudo em seu caminho.

Uma vez formado, essa onda se propaga a uma velocidade que pode chegar a 800 km/h, mas em grandes profundidades ela mal pode ser detectada, já que a energia é transportada igualmente em todos os níveis. Quando a onda se aproxima da costa e entra num ambiente cada vez mais raso, a energia acaba comprimida em uma coluna de água cada vez menor, fazendo com que a onda desacelere e cresça para cima, podendo chegar a 30 m de altura. Isso explica origem do nome tsunami, que em japonês significa "onda de porto", já que ela só é "sentida" próximo a costa.

Os danos causados por um tsunami são diversos. Além da força da onda gigante, a água pode avançar por quilômetros adentro do continente, destruindo e inundando tudo em seu caminho. Após sua ação, o escoamento de água carrega tudo para o oceano e o alagamento e a destruição causada podem permanecer por dias trazendo doenças e problemas sanitários à população atingida.

Proteção e detecção precoce

Algumas formas de proteção às essas ondas gigantes existem, como muros e comportas de contenção e canais para a dispersão mais eficaz de água. No entanto, esses meios são passíveis de falhas, como a que ocorreu em 2011 em Fukushima (Japão). As barreiras construídas para proteger o Centro Nuclear de Fukushima não foram suficientes para conter o tsunami, o que causou o segundo maior desastre nuclear da história.

O maior investimento de gestores e cientistas é na melhoria da detecção desse fenômeno. Isso é feito principalmente através de monitoramento de pressão subaquática e atividades sísmicas e o desenvolvimento de uma comunicação global para a emissão de alertas eficazes e com maior antecedência.

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